sexta-feira, 10 de maio de 2013

Amanda Pardini Auto Estima: Meu lampião Aladim.Pra onde foi ...

Amanda Pardini Auto Estima:














Meu lampião Aladim.


Pra onde foi ...
: Meu lampião Aladim. Pra onde foi a magia, Dos contos entre famílias, Das noites entre lamparinas. Onde gado e ...
http://poesiapardini.blogspot.com.br/





Amor em paz

Eu amei
Eu amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar

Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz
Vinícius de Moraes





Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes







Meu lampião Aladim.


Pra onde foi a magia,
Dos contos entre famílias,
Das noites entre lamparinas.
Onde gado e onças nos faziam companhia.

Tênue luz que a sombra ganha vida.
Paira o povo das tropas do contador.
Como picadeiro na sala de um circo de horror.
Onde cigano e garimpeiro teimam em ser vencedor.

Até que a permuta a tiro de lavrador,
Deixava rico a policia ou o doutor.
Em terra sem lei nesta cidade avistei.

Onde chega na modernidade,
Os filhos das histórias contadas.
Como prefeito como vereador.
Kiko Pardini








Então
Que como a árvore,
Cheia de folhas,
Destila uma sombra,
Com tantos amores.


Do fruto o sabor,
Como sabe-lo pela flor?
Na satisfação da composição,
Entender do outro a aspiração.


No pintar de uma saudade,
O reforçar a liberdade,
Na difícil luz da vontade.



Onde o tempo no querer,
No deter o conhecer, 
Com ele sempre o saber.
Kiko Pardini